editora Escala
 

Filosofia  
 
 
 

 

Envie para um amigo Imprimir
 
Antropologia
Sociologia das emoções
Mais do que uma questão meramente biológica, as emoções podem ser analisadas sob o ponto de vista socioantropológico
Por EMEESON SENA DA SILVEIRA

A PERDA DA CAPACIDADE de cultivo de longo prazo, substituída pela emoção da velocidade e da "adrenalina" de conectar/desconectar, traz frustração e amargura, intensifica a insegurança e, por decorrência, a sensação de medo e abandono.

Infelizmente, uma forma de domar a crescente emoção social do medo, defendida pelos governos e sociedade dos EUA, Europa e de outros países, é a de projetar, nos imigrantes e refugiados, sentimentos de pavor e rejeição. Isso contribui para o isolamento social e aprofundamento de comportamentos agressivos e reativos, com toda gama de sentimentos associada: ódio racial, surtos de ira, indignidade e injustiça, abandono e vergonha.

SXC.HU
Governos e sociedades projetam nos imigrantes e refugiados, sentimentos de horror e pavor, o que contribui para o isolamento social e aumento do terrorismo

ALGUNS SOCIÓLOGOS criticam a severidade dos juízos de valor em Bauman (2004). Haveria, segundo eles, um pessimismo injusto em parte, a respeito da relação entre emoção, meios de comunicação eletrônicos e padrões democráticos de civilização.

Por fim, é preciso frisar que na produção sociológica antes da década de 1970, não havia um campo delimitado e com produção específica chamado de "Sociologia das emoções". Koury e outros brasileiros serão praticamente os primeiros a realizar reflexões e pesquisas sobre a dor, o luto, a injustiça e o medo, dentro de uma "agenda de pesquisas" da Sociologia das emoções, emoldurada por abordagens e contribuições de inúmeros sociólogos e antropólogos, norte-americanos e europeus, dentre eles William Reddy.

Como se vê, há um "mundo" de autores e pesquisas a serem explorados no campo da Sociologia das emoções ou em autores que escreveram sobre temáticas próximas a esse campo. Mas isso é assunto para outros artigos.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

ELIAS, Norbert. O processo civilizador. 2 volumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento urbano. 14. ed. São Paulo: Global, 2003.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

KOURY, Mauro Guilherme. Introdução à Sociologia da emoção. João Pessoa: Manufatura/GREM, 2004.

LE BRETON, David. El sabor del mundo - Una Antropología de los sentidos. Buenos Aires, Ediciones Nueva Visión, 2007.

MEAD, Margaret. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1989.

SIMMEL, George. Filosofia do amor. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

OLIVEIRA, Roberto Cardoso (org.). Marcel Mauss: Antropologia. São Paulo: Ática, 1979.

WEBER, Max. "Psicologia social das religiões mundiais". In: WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Rio de janeiro: Guanabara, 1985.

______. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1989.

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | 4

 

 

 

Assinaturas
 
Assine as publicações do núcleo Ciência & Vida.
Matérias, novidades acadêmicas, reportagens e muito mais.
Filosofia História Sociologia Psique
 
Edição nº 25
SUMÁRIO DA EDIÇÃO
MATÉRIA DE CAPA
REPORTAGENS
QUADRO NEGRO
SOCIÓLOGO DO MÊS
EDIÇÕES ANTERIORES
EXPEDIENTE
FILOSOFIA
LEITURAS DA HISTÓRIA
PSIQUE
SOCIOLOGIA
AGENDA
ARTIGOS
 
Busca
Buscar
 
 
Newsletter
Cadastre-se e fique atualizado diariamente com nosso conteúdo.
  OK
 
 
Institucional
Publicidade
Adicionar Favorito
Links Úteis
 
 
Legenda
O acesso ao conteúdo do portal Ciência&Vida é identificado por cards.
Assinante
Cadastrado



  ContentStuff - Sistema de Gerenciamento de Conteúdo - CMS